Provei e aprovei: Japa B

Esse mês eu e o boy fizemos 1/2 aniversário de namoro (não é o ano cheio, mas sim de 6 meses) e como o rodízio de japonês já é um clássico dos nossos aniversários resolvemos optar por conhecer um restaurante diferente desse tipo de comida.

Obs: Algumas das imagens não são minhas, tirei do site deles! Como fomos despretensiosos, ou seja, não fomos pensando em um post, não levei a câmera e, portanto, não tirei boas fotos.. malz.

O Japa B é um restaurante no Jardim Botânico, bem no centro do bairro. Além de ser em um ponto ótimo, ele tem, ao mesmo tempo, um ar chique e um ambiente acolhedor. A primeira impressão foi ótima, porque chegamos e fomos logo super bem atendidos, tanto pelo moço que estava na porta como pelo garçom, João Paulo.

o restaurante

Eu já tinha visto algumas pessoas comentando sobre esse tal Japa B no instagram (@guladeviagem e @aliceweg) e falando bem, então resolvemos investir no rodízio de lá dessa vez. Sim, rodízio, porque japonês demais não existe. Achamos o preço justíssimo, R$79 por pessoa. Quem está acostumado a visitar rodízios no Rio de Janeiro sabe que conseguimos encontrar valores dos mais variados, desde R$69 a mais de R$100 por pessoa, mas que o valor não é indicador de qualidade.. já fui em rodízio de R$99 que era uma bela bosta e aqui na Tijuca sempre vamos no almoço do Tsuki, R$69, que achamos divino.

Além dos pedidos feitos nas folhinhas, recebemos na mesa algumas “surpresinhas” que vinham da cozinha especialmente para os clientes que pedem rodízio, são cortesias diferenciadas feitas pelo chefe da casa. Todas que provamos estavam ótimas, mas nosso preferido foi o sushi crocante, um filézinho de salmão acomodado em cima de um dadinho crocante de tapioca e finalizado com um molho muito bom (não lembro o nome, mas tinha um sabor agridoce).

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Todas as peças eram lindas, com carinha de frescas, bem cortadas e em tamanho ideal, nem muito grandes (e cheias de arroz) e nem muito pequenas (que você não consegue sentir o sabor). Além disso, a apresentação dos pratos, mesmo no rodízio, era impecável. Recebemos duas vezes nossos pedidos (megalomaniacos) em barcos, e quando vieram nos pratos estavam sempre bem organizados, parecia até que eram combinados.

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Não superei essas Karpas até agora.. AMEY

Além do super atendimento, comida de qualidade e bem apresentada, espaço super bem pensado e lindo.. o que mais eu posso dizer pra vocês? Ah, sim.. variedade. Achei a variedade do rodízio bem legal, tem opções clássicas de japonês e as invenções da casa ficam por conta das surpresinhas. Copiei o cardápio do nosso rodízio do site deles aqui:

rodizio_nao-cardapioPra beber pedimos o mate da casa, meu namorado tomou dois copos do mate dele com limão e eu um do meu mate com maracujá. Achei bom, ele amou. Pra quem gosta de bebida açucarada, vão de refri ou peçam o açúcar a parte, porque o mate não vem adoçado!

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A sobremesa foi um caso de amor a parte.. eu já tinha visto uma foto dela e me apaixonei platonicamente. Aí quando cheguei lá pra experimentar foi como encontrar aquela pessoa que você conheceu na internet e ela é bem melhor ao vivo, sabe? Objetivamente ela é pequena, um koni com casquinha bem fina, recheado de uma das opções que eles te dão.. escolhemos o mousse de leite ninho com chocolate. Veio essa belezura. Eu AMEI a sobremesa, o Ric gostou, mas não achou nada demais.. mas nós dois concordamos que podíamos ter comido outra dela tranquilamente, hehe.

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Pra resumir, minhas impressões:

Preço: Justo. Alto, porém vale.
Comida: Ótima.
Atendimento: Ótimo.
Localização e facilidade de acesso: Ótimo.

Ou seja.. valeu super a pena! ❤

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Fashion Revolution Week

Você sabe quem fez as roupas que você está usando agora?
Você sabe em que condições essa pessoa trabalhou pra você usufruir desse seu querido casaco? Ou dessa calça confortável?
Não? Que tal perguntar pras suas marcas preferidas então?

Quer entender mais sem ler esse post? Entra lá no site do Fashion Revolution!

Esse é o ideal da semana de revolução da moda ou Fashion Revolution Week, um movimento internacional que quer diminuir o consumo inconsciente! Nossas roupas nem sempre têm um histórico bom.. desde 2013 (quando o complexo fabril Rhana Plaza desabou matando centenas de trabalhadores na India) marcas internacionais vêm sendo investigadas e estigmatizadas na mídia por não se responsabilizarem pela cadeia produtiva de suas roupas e acessórios.

“não se responsabilizarem pela cadeia produtiva? o que isso significa?”

Isso significa que, de repente, aquela blusinha que você pagou 5 doletas para adquirir na Forever21, naquela sua viagem de 2013-2014, foi produzida por crianças ou por adultos que eram pagos 10 reais pelo seu dia de trabalho. Ou pior ainda, por crianças e adultos, pagos 10 reais a hora para trabalhar em condições impossíveis de trabalho (como por exemplo em salas pequenas, de alta temperatura e próximos à maquinas barulhentas de costura em massa, durante 17 horas em um dia). Sim gente, isso acontecia.. e infelizmente ainda acontece.

Estas pessoas não trabalham diretamente para as marcas, mas são subcontratadas pelos produtores contratados por elas. É exatamente aí que entra o lance da responsabilidade. Se a gente vê isso na internet.. como que a marca internacional que ganha milhões de dólares por ano não sabe? E mais, ela não deveria pelo menos tentar saber? Visitar as fábricas, checar os contratos? Fechar os olhos para conseguir o preço mais barato não é legal e não deveria ser aceito, principalmente por nós consumidores, que moldamos os hábitos de nossas marcas através de algo que presamos muito: nosso dinheiro!

Além do trabalho análogo ao escravo, temos também a questão do desperdício, da produção de lixo e da emissão de gases e toxinas poluentes no meio ambiente. Tudo isso é recorrente na produção de moda e ainda não temos um remédio eficaz para combater estes sintomas que estão matando o mundo e a nossa sociedade.

Estas são todas questões levantadas pelos responsáveis pelo movimento “Fashion Revolution” e de 24 a 30 de abril eles tentam conscientizar os consumidores e convence-los a perguntar às suas marcas: quem fez minhas roupas? quem costurou minha bolsa? Esse simples movimento mostra que as pessoas estão de fato preocupadas umas com as outras e com o futuro.

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Foto: @fash_rev_brasil

Abaixo separei alguns posts interessantes do @fash_rev (instagram da Fashion Revolution) publicados esta semana. Os números e dados foram coletados em parceria com o Greenpeace!

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Apenas 32% de 100 marcas divulgam sua lista de fornecedores (da primeira etapa da produção)
03
Apenas 14% de 100 marcas divulgam onde suas roupas são tingidas, impressas e finalizadas.
02
Nenhuma das 100 marcas consultadas divulga detalhes sobre os fornecedores de suas matérias primas.
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Transparência > Responsabilidade > Mudança
06
A produção mundial de roupas mais do que duplicou desde 2000.
07
Nós compramos bem mais e usamos bem menos que nossos bisavós e avós.
08
30x o peso do empire state building é descartado em roupas nos Estados Unidos.
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Aumentando o uso de suas roupas de 1 para 2 anos você ajuda a reduzir 24% das emissões poluentes todo ano! Todas as fotos foram retiradas do Instagram @fash_rev

Gente, participem, mandar um e-mail não custa nada, é mole mole e faz uma super diferença! Mais do que mandar o e-mail, acompanhe e verifique (se possível) a resposta que você recebeu.

Antes de comprar sua próxima roupa, se informe sobre as práticas da marca e pense no que você tem no armário! Abuse do styling pra deixar suas roupas sempre na moda e evitar o desperdício, a produção de lixo e o consumo desenfreado.

Tem interesse sobre esse assunto? Eu também! Vem falar comigo! Pode comentar aqui ou ir lá no insta (@kerolss) que a gente bate ótimos papos sobre isso 😉

Beijos e PENSEM bastante!