Eu estive no Rio em 2016

Pra ser sincera, eu moro no Rio então só permaneci em casa mesmo. Mas tendo em vista o ano e principalmente o mês de Agosto (mês de Olimpíadas) e o mês de Setembro (mês de Paralimpíadas) achei que meus programas caseiros, de repente, se tornaram muito mais interessantes e vou compartilhar, hehe.

O mês de Agosto foi um mês muito badalado no Rio. Essas tais Olimpíadas, como a maioria das coisas aqui no Rio, foi evento polêmico, mas na minha opinião foi SUCESSO. E olha que eu sou uma pessoa muito pessimista, muito crítica e até eu me impressionei. Muita interação, muita festa, os jogos realmente são contagiantes e os organizadores mandaram muito bem em vários aspectos.

Apesar de ser uma pessoa de centro esquerda (bem mais centro que esquerda, mas ainda assim…) e não ser nem um pouco fã do prefeito da minha cidade e nem da escolha do Rio como cidade olímpica, na época vou focar nas cois boas, porque tiveram MUITAAAS.

E as Paralimpíadas foram simplesmente sem comentários. Virei fã. Quero mais, muuuuuito mais atividades para Para-atletas no Rio porque eles merecem! São incríveis, super-heróis mesmo..

Vou descrever pra vocês o que eu mais gostei em ordem de impacto, preparem-se:

1) Casas dos países – especialmente a Casa Áustria

Vários países ocuparam espaços do Rio pra apresentar um pouco mais da sua cultura em tempos de Olimpíada. Vários gringos por aqui, o povo do Rio (e do Brasil todo mesmo) engajado no objetivo de aproveitar as Olimpíadas e as casas de países foram, com certeza, as campeãs de audiência.

Eu cheguei na porta da Casa Suíça, mas estava LOTADA (papo de mais de 2 horas de fila) então desisti. Cheguei a visitar a Casa México, a Casa Colômbia, a Casa Alemanha (que se chama Oli Ale e eu vou falar um pouquinho melhor em post específico), a Casa Brasil  e a Casa Áustria.. De longe a mais legal e que mais cumpriu com o objetivo foi a Casa Áustria.

A Casa ocupou a sede do clube do Botafogo e a parte que era aberta ao público era relativamente pequena, só a varanda, por isso ela também vivia cheia. No dia em que eu e minha irmã resolvemos ir era um feriado olímpico e uma quarta-feira (se não me engano) e chegamos antes da hora do almoço (umas 11h00). Pegamos apenas 10 minutos de fila e entramos, mas logo depois de nós se formou uma fila quilométrica, coisa de 5 minutos depois que entramos a ela já dava volta no Shopping Casa & Gourmet – assustador. Mas aí nós entendemos o porque de tanta fila: quem entrava não queria nem precisava mais sair – a casa de fato era muito boa e tinha programação pro dia inteiro.

Nós cantamos, dançamos música típica, tomamos cerveja, falamos alemão, comemos Krautspäzel e aproveitamos muito! As pessoas nos caixas, servindo bebida e tocando eram todas Austríacas, alguns (principalmente nos serviços de bebida e comida) falavam português mas claramente você entrava em um lugar que respirava outra cultura. A energia era tão boa que era difícil ficar parado, a banda típica Austríaca fazia todos quererem dançar e cantar. Logo depois da bandinha que tocou enquanto estávamos lá ia ter um Dj tocando música de night, mas já tínhamos nos programado pra fazer outras coisas e conhecer outras casas naquele dia – um erro, deveríamos ter ficado lá mesmo e aproveitado o dia todo, porque depois não conseguimos voltar e a Casa encerrou as atividades antes do início das Paralimpíadas 😥

Casa Alemanha – OliAle

Além da Casa Áustria nós também visitamos – e gostamos – da Casa da Alemanha, chamada Oli Ale. Ela era na praia, tinha um estilo todo próprio (imagina colocar um urso de Berlim na frente de um mega quiosque estilo havaino, era mais ou menos isso, me arrependi de não ter pego a fila pra tirar foto com o urso) e um clima super alto astral.

Mesmo nos dias nublados valia a pena visitar o espaço que ficava entre as praias do Leblon e de Ipanema, já que ela era cheia de programação e tinha algumas interatividades pra aproveitar (como aula de slack-line, arremesso livre com bolas de basquete ou totó.. também tinham mesas pra almoço e lanche e redes pra relaxar!) – o bom da casa é que a comida era gostosa e “barata” se comparada com as demais casas. O problema é que só ficava aberta de quinta a domingo. Valeu super a pena passar lá e gastar uma manhã aproveitando o melhor que a praia tinha pra oferecer.

2) Boulevard Olímpico

O Boulevard Olímpico é um grande espaço de entretenimento criado na Zona Portuária em razão dos eventos da Rio2016 – Olimpíadas e Paralimpíadas. É uma faixa de muitos quilômetros que vai desde antes da praça XV até o final do espaço dos Armazéns. Na Praça Mauá, bem do ladinho do Museu do Amanhã, eles montaram o Palco Encontros, que tinha shows durante o dia e a noite e onde passavam os Jogos ao vivo.

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Seguindo em direção aos Armazéns as paredes estão cheias de arte. Os grafiteiros usaram o espaço para fazer obras maravilhosas e encher a cidade de cor. Meu preferido – e de todo mundo, eu acho – com certeza é o do Kobra que abusou das cores e fez rostos de pessoas de várias nacionalidades ❤

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Essa moça que tem jeito de africana é a minha preferida, achei ela maravilhosa.

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Além do Big grafitte do Kobra têm também artes lindas espalhadas ao longo da rua.

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A Pira Olímpica também ficou por lá, exposta por todos os dias de Olimpíadas e Paralimpíadas, linda demais!

  • O Boulevard funcionou durante todo o tempo de Olimpíadas e Paralimpíadas, mas hoje passei pelo centro e achei ele um pouco às moscas.. Espero que a prefeitura cuide dessa estrutura porque ficou muito maravilhosa pra se perder a toa.

3) Parque Olímpico

Fomos ao Parque Olímpico duas vezes, uma durante as Olimpíadas e outra durante as Paralimpíadas. Na primeira experiência tivemos menos tempo no Parque pra aproveitar tudo que ele tinha disponível e também ventou muito, o que acabou acarretando no fechamento da mega store e de algumas atrações antes de conseguirmos visitar. Fomos ver o polo aquático no Estádio Quático Olimpíco, uma estrutura linda que eu não sabia, mas vai ser removida do parque, não vai ficar lá como legado das Olimpíadas. Fiquei ainda mais feliz de ter ido lá por conta disso.

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O jogo foi uma lavada, era Brasil e Estados Unidos e as meninas brasileiras não desistiram e lutaram até o final, mas o placar foi tipo 13×3 pros EUA. Não tenho certeza se foi isso, lá pelas tantas eu só parei de contar e gritava toda vez que uma brasileira tocava na bola, hihi! Apesar da derrota as meninas foram ovacionadas pelos torcedores e foi lindo demais ❤

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Na nossa experiência de Paralimpíadas aproveitamos bem mais a estrutura do Parque Olimpíco. Fomos assistir o Basquete Sentado Masculino e foi DEMAIS. Eu amei a energia e como o jogo era exatamente tão dinâmico, talvez até mais dinâmico, que o basquete convencional.

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Além do Basquete vimos também o Goalball, que foi uma partida completamente diferente de tudo que eu já tinha assistido (não que eu já tenha ido assistir vários jogos também..) porque a audiência tem que permanecer em silêncio na maior parte do tempo. Basicamente os jogadores escutam guizos dentro da bola pra saber pra onde se locomover e quando. São três jogadores de cada lado que funcionam como goleiros e arremessadores. Muito legal também!

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No Basquete Sentado!
  • No lugar da estrutura do Parque Olímpico vão ser construídas três escolas do amanhã – escolas em tempo integral – com parte do material usado para os Estádios (do futuro e Estádio Aquático Olímpico). Em estrutura de esporte a piscina do Maria Alenque e as Arenas Cariocas vão ser mantidas!

4) Maracanã ❤ Eterno amor

Ah, o Maracanã. Sou flamenguista e a primeira vez que eu vi o Flamengo jogar nesse Estadio foi simplesmente mágica, me da vontade de chorar toda vez que eu lembro.

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Olha a escultura maravilhosa da Pira Olímpica lááá no fundo!
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Mengão do meu coração e as bandeirinhas!

Pras Olimpíadas ele ficou ainda mais especial. Com a escultura da Pira de um lado, hiper telões super poderosos do outro, bandeirinhas de todos os países penduradas. Foi simplesmente lindo, um show mesmo. Pena que no dia que fomos o Brasil perdeu (a seleção feminina) mas foi lindo mesmo assim.

Bom, esses foram meus meses de Agosto e Setembro. Foi demais. Foi lindo. Espero que vocês tenham tido a oportunidade de participar de algo assim, senão tiveram, eu recomendo imensamente que corram atrás pra próxima Olimpíada. Tomara que algum dia ela volte pra nos visitar novamente.

Beijos Olímpicos atrasados!

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Avaliando: OrnaMakeup

Não é novidade que eu sou fã do Blog Tudo Orna. Vira e mexe eu coloco referências de coisas que eu vi, descobri e aprendi a amar com as irmãs Alcântara. Elas são pra mim um modelo de como todo mundo deveria ser, em termos de ética, estilo, comportamento.. enfim.. verdadeiros exemplos mesmo.

Quer ver detalhes contados pelas próprias irmãs sobre a marca de maquiagem? Entra !

Há um tempinho (coisa de mês) elas criaram uma marca de maquiagem chamada “Orna MakeUp”, segundo elas mesmas, uma realização de sonho antigo das três que sempre pensaram em ter a própria linhas de maquiagem. O primeiro – ou melhor – os primeiros produtos a serem colocados no mercado foram os batons de acabamento matte em quatro cores que compõem a coleção ilha do mel. Como tudo que elas fazem, a linha é produzida, criada e pensada no Brasil, mais especificamente no Paraná – de onde as três vêm e moram.

O preço era uma incógnita, ainda não tinha sido divulgado oficialmente, mas em um vídeo super atencioso a Bárbara e a Débora já tinham dado uma noção de até quanto custaria a unidade do batom. Eu confiava que o produto ia ser de alta qualidade, mas com batons, eu não tenho boas experiências então, na verdade, seria um tiro no escuro mesmo, minha adaptação com novas maquiagens é complicada.

Apesar de tudo, arrisquei e comprei logo o kit com as cores todas, Farol, Trilhas, Encantadas e Mirante e aqui embaixo estão as minhas observações!

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  • De fora pra dentro

Essas caixinhas aí em cima são as embalagens das quatro cores e elas são, de fato, tão lindas quanto parecem. Esse design minimalista chic que as meninas adotaram pra Orna é a coisa mais linda. O único “porém” pra mim é que depois de abrir e fechar algumas vezes a caixinha de papel fica feiosa (a tampa das minhas já saíram praticamente) e eu realmente queria guardá-las pra sempre!

  • Cobertura

A cobertura é ótima! Justamente por isso, tenha cuidado ao passar, porque se borrar fica meio difícil de corrigir, até porque a secagem é ultra rápida.

  • Pigmentação

Os batons são bem pigmentados, há quem prefira colocar mais do produto pra ficar com a cor BEM protuberante, mas eu normalmente coloco pouquinho e já dá o efeito que eu quero.

  • Textura

A textura é de batom matte líquido, mas não é bem líquido, ele é bem concentrado, fica como se fosse uma pastinha, eu acho mais fácil de passar com essa textura, mas tem quem prefira o batom mais líquido.

  • Esse cheirinho ❤

Dá vontade de comer o batom de colher, sério.

  • Bom saber

A marca é Cruelty Free, produzida e criada em Curitiba. As meninas fazem parte do movimento Slow Fashion e eu realmente acredito que elas empreguem os conceitos de Fair Trade e Sustentabilidade nos produtos, então fica a dica pra quem quer consumir conscientemente.

As cores

Aqui em cima sou eu, sem efeitos, usando o batom Farol e o batom Mirante (depois de algumas horas de Paralimpíadas e, ainda sim, estava lá, vermelho, firme e forte!)

As outras cores também são lindas, mas não tirei foto usando ainda! Pra não ficarem chupando o dedo, vejam as fotos promocionais da marca, que estão todas lindas no instagram @ornamakeup !

Basicamente, eles são meus mais novos batons preferidos. Isso porque eu não suporto batom grudento e, antes desses, só tinha experimentado batons matte que descascavam ou desbotavam muito fácil. Enfim, cada um tem suas preferências e, ainda bem pro meu bolso, esses da Orna Makeup atendem às minhas direitinho.

Achei válido dividir a experiência. Kuss.